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CIAMA
O Almirante-de-Esquadra? Áttila Monteiro Aché
nasceu a 11 de julho de 1888, na cidade do Rio de Janeiro. Oficial
portador de valiosos predicados, prestou mais de cinqüenta anos
de efetivo serviço na Marinha, dos quais cerca de trinta embarcado,
sendo mais de quinze em Submarinos. Assumiu o Comando da Flotilha
de Submarinos em 22 de janeiro de 1941. Veio a exercer o mais longo
Comando da história daquela tradicional Força Naval:
até 31 de agosto de 1945. Naquele período, foi concretizado
um antigo sonho dos Submarinistas, a construção da Base
da Flotilha de Submarinos na Ilha de Mocanguê Grande. As origens
do CIAMA remotam à antiga Escola de Submersíveis que,
embora não fosse uma organização autônoma,
iniciou suas atividades em 1915, ano em que foi formada a primeira
turma de oficiais submarinistas. O CIAMA, como organização
militar da estrutura organizacional da Marinha do Brasil, teve sua
origem na Escola de Submarinos, formalmente criada em 1963 e extinta
em 1973, ano em que foi criado o Centro de Instrução
e Adestramento de Submarinos e Mergulho (CIASM). Sua denominação
foi alterada em 1978 para Centro de Instrução e Adestramento
Almirante Áttila Monteiro Aché. O CIAMA tem o propósito
de capacitar pessoal para o exercício de cargos e funções
relacionadas com as atividades de submarinos, mergulho e operações
especiais.
O Brasão
Descrição

Num escudo boleado, encimado pela coroa naval e envolto por elipse feita de cabo de ouro terminado em nó direito, em campo azul, livro aberto de prata e encadernado de ouro, disposto em banda e carregado, em faixa, de um submarino de verde e, à sinistra, de um capacete de escafandro deste mesmo esmalte; em contrachefe, faixado-ondado de prata e azul de quatro peças. Pendente do escudo, a insígnia da Ordem do Mérito Naval.
Explicação
No campo azul, esmalte clássico da MB, o faixado-ondado de prata e azul evoca o mar, em cujas profundezas atuam, precipuamente, os submersíveis. O livro aberto, com o submarino e o capacete, alude aos estudos especializados de submarino e escafandria, peculiares ao Centro em apreço. A insígnia pendente do escudo foi a este anexada em decorrência do Decreto datado de 08/05/92, que outorgou a comenda ao Centro de Instrução e Adestramento "Almirante Áttila Monteiro Aché".
Missão do CIAMA
O CIAMA tem o propósito de capacitar pessoal para o exercício de cargos e funções operativas e técnicas relacionadas com as atividades de submarino e de mergulho.
Para consecução deste propósito cabe a ele as seguintes tarefas: ministrar cursos, adestramentos e estágios relacionados com as atividades de submarino e mergulho; desenvolver estudos e pesquisas de novas técnicas para aplicação na instrução e no adestramento; e realizar testes e pesquisas hiperbáricas.
Tanque de Treinamento de Salvamento de Submarino
Este tanque permite a simulação de um salvamento submarino em várias profundidades, utilizando-se os acessórios de salvamento disponíveis nos submarinos. O TTSS, inaugurado em 1977, possui duas guaritas de salvamento e um compartimento de fundo para treinamento das tripulações dos submarinos tanto nos procedimentos de salvamento individual quanto coletivo. Além disto, dispõe de uma câmara de recompressão no piso superior, destinada a ser empregada em caso de anomalia apresentada em adestramento. Durante estes adestramentos o TTSS é operado por uma equipe combinada de submarinistas, mergulhadores e médicos, de maneira a aumentar a segurança de todos os envolvidos.
Tanque de Instrução de Mergulho
O Tanque de Instrução de Mergulho (TIM) é destinado a proporcionar os primeiros contatos dos alunos com os equipamentos de mergulho e a desenvolvimento prático de exercícios, testes e adestramentos de superfície e submersos objetivando o desenvolvimento técnico profissional dos formandos e pessoal especializado.
Tanque de Treinamento de Mergulho (TTM)
Tem a finalidade de proporcionar aos alunos a aprendizado das técnicas de corte e solda submarina utilizando o equipamento dependente, além de diversos trabalhos práticos submersos.
Existem outros laboratórios de instrução e pesquisa, dirigidos aos submarinistas.
Centro Hiperbárico
Inaugurado em 13 de março de 1989, resultado de convênio firmado entre a Marinha do Brasil e a Petrobrás, o Centro Hiperbárico é o instrumento que permite ao Brasil realizar o preparo e adestramento de pessoal nas técnicas de mergulho de saturação, pesquisas e desenvolvimento em medicina hiperbárica e a efetivação de experimentos e testes hiperbáricos em materiais e engenhos submarinos. Através deste Centro o Brasil conseguiu, em pouco tempo, o domínio da complexa tecnologia do mergulho profundo em geral, fato alcançado por poucos países no mundo.
Sala de Controle
Coração do Centro Hiperbárico, a sala de controle é um compartimento no qual estão instalados os sistemas que permitem controlar e monitorar as operações de mergulho. Entre estes estão os sistemas de pressurização e descarga de gases das câmaras, comunicação e circuito fechado de televisão, controle e reprocessamento do gás de mergulho, análise de gases, controle dos parâmetros das unidades de controle ambiental e combate a incêndio.
Câmara de Vida
São duas câmaras de vida, uma para oito e outra quatro ocupantes. A menor, com 7,26m de comprimento e 2,20m de diâmetro interno, enquanto a maior tem 9,25m e o mesmo diâmetro da anterior. A menor possui ainda uma escotilha para acoplamento de sino de mergulho. As instalações sanitárias são localizadas nas respectivas antecâmaras. Nas Câmaras, os mergulhadores se alimentam, descansam e dormem nos intervalos dos trabalhos na água, sendo avaliados, física e psicologicamente, durante o confinamento. As câmaras estão dotadas de recursos para a instalação de equipamentos médicos, como eletroencefalograma, eletrocardiograma, cardioversor e outros. São construídas para suportar pressões equivalentes a 500m de água salgada ou criar ambientes de vácuo até 75% da pressão atmosférica ao nível do mar.
Câmara Intermediária
A câmara intermediária permite a interligação das demais câmaras do sistema. Ela está ligada à câmara de trabalho através de um compartimento especialmente projetado para evitar que a atmosfera eventualmente poluída por gases de soldagem daquela câmara venha a contaminar as demais. Na parte superior de seu compartimento de acesso ao vaso molhado há uma escotilha para acoplamento do sino de mergulho e outra na lateral para recebimento de câmaras de resgate hiperbárico.
Possui instalações sanitárias, controle ambiental e acessórios de apoio que possibilitam a sua utilização como câmara de vida em situações de emergência. Suas dimensões são 7,60m de comprimento por 2,20m de diâmetro interno, tendo capacidade para trabalhar em pressões equivalentes a 500m de água salgada
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